O Cajon Afroperuano

Rafael Santa Cruz Castillo

Rafael Santa Cruz, heredeiro de uma grande tradiçao na cultura afroperuana, publica o mis completo estudo homenagem instrumento convertido em icone musical de nosso pais. Eis aquí um capitulo de su recente obra.

Os estudiosos Fernado Ortiz, Fenadondo Romero y Nicomedes Santa Cruz coincidem em assinalar que o cajon peruano nao tem mais de cem anos e seu periodo de maior auge pode se situar no começo do seculo XX, ou no maximo no final do seculo XIX.

É provavel que só a partir dessa época. Començao-se a fazer cajones com exclusiva estrita finalidade musical. Até entao o cajon nao era mais que uma “caixa cualquer” utilizada para acompanhar musicalmente algunos cantos e dançcas negras e mestiçcas. Os cajones nao apresentavam acabamentos que exhibem os atuais e mesmo o som daqueles antigos instrumentos nos pareceria hoje, um tanto “rachado”, como se o Cajon estivesse quebrado.

No inicoo de 1900, os tocadores de cajon non sentavam sobre o instrumento. Muitos tocavam sentados numa cadeira ou tamborete, entreabriam as pernas e colocavam o cajon de lado e para tras, apoiando-o sobre o proprio tamborete ou nas coxas. E tocavam pela parte da frente.

O cajon que conhecemos actualmente todos,”em forma de coluna” (porque é mais altoque largo), é o que já començou a ser chamado de caizao peruano. Mesmo assim, durante muito tempo, usoe-se o caixon detado, do lado mais compreido, menos profundo e que pela forma que tem vem a ser mais largo que alto. Para diferenciar um modelo do oltro nesse trabakho, usaremos o termo de cajon de columna.

Ocajon crioulo perdeu espaço na medida que que a musica afro-peruana foi se popularizando, mas ainda continua a ser usado. Algunos construtores de cajon foizeram uma variante do cajon criolo com cordas na tampa frontal, imitando o som e o sistema utilizado pelo tambor ou “tarola”. Esta variante tambem passou, mais tarde, ao cajon de coluna.Algum cajones, inclusive, nao tem forma de paralelepipedo pois ja se experimenta fazê- los de direntes formas geometricas e diversas medidas.

Para tocar o caixon crioulo, o instrumentista, sempre sentado sobre o instrumento, coloca um perna no centro deste, dividindo a madeira frontal em duas, uma metade para cada lado da perna. Eventualmente o lado direito do instrumento era usado para produzir golpes mais “secos”. O mesmo efeito se consegue no cajon de coluna, mas o percusionista, sentado sobre o instrumento, geralmente separa es pewrnas e deiza livre a “tampa” ou “cara” do cajon.

Quando é tocado um trio ou conjunto de caxoes, todo sao geralmente de medidas similares e sons muito parecidos. Nao obstante em Cuba as orquestras de cajones se formam instrumentos de tamanhos e sons difrentes mesmo do cajon maior, e de sons mais graves que é chamado de tumba e de quinto o que dá sons mais agudos. No Peru, cuando se forma um conjunto ou aoquestra de cajones,chamamos de cajon chamador ao que tem a funcao de levar ritmo base, de cajon repicador ao que tem a funçao de repicar, “florir” e tocar os solos. Estes nomes sao dados em funçao do tamanho ou do som do instrumento,e porvem das funçoes exercidas pelos tambores de mebrana. Gealmente estas funçoes se realizam por turnos, segundo que os executantes vao sentindo. Antigamente o “repique” estava destinado ao percusionista de maior experiencia na execuçao do instrumento.

Nicomedes Santa Cruz Gamarra, que desde a década de 60 escrveu uma série de artigos jornalísticos dedicados a esse instrumento intitulada “Sua majestade o cajon” nos diz: “quanto à confecçao artesanal do cajon, temos vários estilos e dimensoes: achatados com asa, como uma pasta “James Bond”, grandes e toscos como ataúde popular, pequenos como cofre de santo, envernizados , lustrados, pintados de branco, verde, preto ou vermelho e branco como a bandeira peruana, com o monograma da agrupaçao musical ou iniciais de seu dono, cravados da tachinhas douradas, finalmente, nao há doix cajones iguais, embora nas novas geraçoes tambén no existam dois tocadores de cajon que toquem diferente”. Esta ultima frase tem un sabor de reclamaçao frente ao aparecimento de novos tocadores de cajon sem estilo próprio ou sem personalidade na hora que se sentam no instrumento.


 

Esta página es de Rafael Santa Cruz quien es autor del libro y cd-rom " El Cajón Afroperuano"
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